A audiência de Fina Estampa está nas alturas e o texto de A Vida da Gente tem sua qualidade reconhecida pelo público, mas é a pouco falada novela das sete que tem me feito passar mais tempo na frente da televisão. Sem nenhuma trama mirabolante, Aquele Beijo, de Miguel Falabella, tem suas qualidades. Confira cinco pontos de destaque da história:
1 – O texto costuma ser um dos diferencias das tramas de Miguel Falabella. O autor consegue alternar diálogos escrachados com conversas casuais, e ainda cenas românticas que, apesar de parecerem exageradas, caem como uma luva em seu universo. Em Aquele Beijo, Falabella aposta alto na comédia romântica típica dos filmes americanos, mas com um tempero brasileiro. O que move todos os personagens da novela é a insatisfação: é a mãe que deixa o filho com o marido para trabalhar em uma grande loja, a mulher que transfere para a filha o sonho de ser miss, a miserável que toma o lugar de uma morta para viver bem, o empresário que se arrepende de sues crimes e se apaixona por uma mulher humilde, entre outras tramas.
2 – Cininha de Paula está se saindo bem em sua estreia na direção geral de uma novela. Com a ajuda de Roberto Talma, a diretora conseguiu imprimir um clima leve à trama, mas sem deixar a história com cara infantil.
3 – A narração de Miguel Falabella dá um charme especial para a história. Ela aumenta a cumplicidade e o olhar do público para momentos que poderiam passar mais despercebidos. As citações podem diminuir um pouquinho, aumentanto a aposta nas reflexões próprias.
4 – Interpretando a protagonista Cláudia, Giovanna Antonelli consagra-se definitivamente como uma de nossas melhores atrizes para comédias românticas, se não a melhor. Antonelli transmite naturalidade e simpatia, e faz uma Cláudia humana e deliciosamente confusa. Está há anos-luz de Ricardo Pereira, Grazi Massafera (que neste trabalho mostra sua grande evolução na carreira) e Victor Pecoraro.
5 – Assumidamente brega, a trilha sonora de Aquele Beijo resgata as músicas românticas que ficam grudadas na cabeça e que condizem perfeitamente com o clima da novela. Os destaques são “Exato Momento”, de Zé Ricardo e tema de Cláudia e Vicente, e “Maior que eu, de Michael Sullivan e tema de Alberto e Sarita.





Concordo com tudo,amo essa novela e também gostaria que ela fosse mais comentada!
Não sou de ver novela… mas uma que estou doida pra que saia em DVD pra eu ter e ver muitas vezes é ‘Tieta’, essa sim eu adorei!
Adoro o texto de Miguel Falabella. Assisti com satisfação as novelas Salsa e Merengue, A Lua me Disse, Negócio da China, e a série A Vida Alheia, simplesmente genial. Mas Aquele Beijo não me conquistou. Concordo com todas as suas qualidades apontadas aqui: ela é divertida, tem bons personagens e o texto e a narração do Falabella são um primor. Mas acho que falta nela uma trama central mais forte, que desperte a vontade de vê-la todos os dias. Sempre que assisto a novela, eu gosto do que vejo e dou risada, me divirto. Mas ela não me prende. Passo dias sem vê-la, depois retorno, me divirto… e mais dias sem vê-la. Acho que centrar a trama num quadrilátero amoroso sem maiores emoções não foi uma boa saída, embora eu adore as desventuras de Claudia. Sinto falta da criatividade vista em Salsa e Merengue, que tinha romance, mas também uma trama forte, que envolvia bandidões internacionais, trambiqueiros de todo tipo e núcleos bem amarrados.
André San – http://www.tele-visao.zip.net
Concordo com os cinco pontos que você mencionou. Mas acho que o formato está errado. Talvez funcionasse mais como um seriado semanal, ou um filme de cinema, ou mesmo minissérie, mas como novela não sei , mas não me prendeu. Talvez seja um preconceito meu, reconheço, porque reconheço que é bom, mas não me prende. O Falabella tem um estilo almodovariano brega-chique, trazendo personagens excluídos da sociedade (o favelado, o travesti, a trambiqueira) e os abraça de tal maneira, que é impossíve l de não nos apaixonarmos por eles.
Dessa vez ele está utilizando uma protagonista desastrada, com o pé na comédia, já que as protagonistas anteriores tinham um tom dramático, mas mantendo o pé no romantismo, característica esse que se manttem da mesma forma.
Mas é bom salientar que Miguel Falabella deu a volta por cima, depois do desastre que foi Negócio da China (nesse caso não foi muito culpa dele, já que foi jogado no horário errado, e as pressas, e a história foi pensada para as 19 horas) e trouxe para Aquele Beijo todos os aspectos positivos de Negócio da China,seu pior trabalho.
Pra mim, a melhor novela dele foi A Lua me disse.
Aquele é Beijo é bom, mas falta alguma coisa.
Daniel Miyagi
http://danielmiyagi.blogspot.com/
Eu amooo a claudia e o vicente. São os unicos atrativos da novela. Mas me fazem prender e esperar a próxima cena deles.