Pessoas queridas,
Estive fora por problemas de saúde na família que estavam me deixando sem cabeça para escrever. A vida segue, e as histórias também… Vou tentar voltar a ter um ritmo bom aqui, e espero que ainda tenha alguém lendo. rs
Precisamos falar sobre o Oscar
Quero aproveitar este retorno para falar, super atrasado, brevemente sobre o Oscar. O maior prêmio do cinema coroou merecidamente o filme francês O Artista, uma homenagem simples à sétima arte, que mostrou que o que importa mesmo não é a grandiosidade da produção, mas o alcance de sua história. Outro bonita homenagem, A Invenção de Hugo Cabret, ficou com os prêmios técnicos, como deveria ser. Destaco também a estatueta de roteiro adaptado para Os Descendentes, um filme belíssimo nos pequenos sentimentos. Com certeza, foi preciso muita sensibilidade para adaptá-lo, assim como é preciso para assisti-lo. A injustiça do ano, pra mim, foi a total ausência de Precisamos Falar Sobre o Kevin, um filme que transmite a tensão de sua história do primeiro ao último segundo, e nem indicado foi. É daquelas produções que não acabam quando terminam, e nos deixam inquietos. Destaque total para a atriz Tilda Swinton, no melhor papel de sua carreira até aqui.
Mas o Oscar 2012 será lembrado mesmo é por causa da consagração da maior atriz de Hollywood: Meryl Streep. O reconhecimento de sua atuação em A Dama de Ferro é mais do que merecido, é justiça. Após muitos anos voltando para casa de mãos vazias, mesmo quando sua atuação era infinitamente superior às outras, a atriz finalmente tornou a ser premiada pela Academia. Sua emoção genuína e humildade ao receber o prêmio só confirmam e engrandecem o momento. Em seu discurso, Meryl disse que acha que nunca mais subirá naquele palco. Pelo menos dessa vez, esperamos que a atriz esteja muito errada.

No segundo dia do ano, chegava aos cinemas o primeiro sucesso de 2009: Se Eu Fosse Você 2. O melhor final de semana de estréia. O filme mais visto desde a retomada (mais de 6 milhões de espectadores). Recorde de arrecadação da produção nacional. O filme de Daniel Filho foi cheio de superlativos desde seu primeiro dia nos cinemas.
O filme estrelado por Lilia Cabral ainda nem saiu dos cinemas, mas já cedeu lugar a um novo sucesso: A Mulher Invisível, de Cláudio Torres. Com Selton Mello e Luana Piovani no elenco, o longa, com apenas 2 semanas em cartaz, já está perto de ser visto por 1 milhão de pessoas. Com sucessos consecutivos, o ano de 2009 já ultrapassou a bilheteria do ano passado inteiro em apenas 6 meses, e em época de crise. Sem falar que ainda temos pela frente Os Normais 2. Detalhe que estamos falando apenas das comédias, já que dramas como Jean Charles e Lula, o Filho do Brasil não devem fazer feio.
Se apostar em histórias diversas, longe das favelas e do nordeste, já exaustivamente explorados, a “indústria” cinematográfica brasileira tem tudo pra fidelizar seu público. Em época de crise, dizem, as pessoas procuram se distrair com as comédias, o que já foi comprovado nos EUA. Aqui, acredito, o principal motivo não seja este, mas realmente um encontro do público brasileiro com o seu cinema. Se continuarmos com boas (e diversificadas) produções, podemos perpetuar a situação, formando uma indústria sem aspas, uma industria de verdade, com os mais variados gêneros e um público sem fim. 2009 está apenas na metade, e ainda temos muito pra rir (e chorar) nas salas de nossos cinemas.







