Coração de ouro

Como disse Ricco, o angolano vencedor do Big Brother África que passou 4 dias no BBB, o programa aqui é regido pela emoção. No país das telenovelas, o reality show, através da edição tendenciosa, tornou-se quase uma ficção. Esse caminho acabou sendo tomado motivado pela veia melodramática brasileira, com seu povo demasiadamente emotivo, tanto é que todo ano um participante torna-se o queridinho e acaba sendo “adotado”.
No 1º Big Brother, Kleber Bambam levou o prêmio após demonstrar ser um menino ingênuo e chorar pela boneca Maria Eugênia. No 2º, o público levou a aeromoça Cida ao terceiro lugar, após vencer 5 paredões. Cida era hostilizada pela maioria dos participantes, sofreu a morte da irmã no meio do programa, e acabou conquistando todos com seu jeito brincalhão. Ela só foi vencida pelo cawboy Rodrigo, que ganhou mais pelo simbolismo caipira do que por sua apagada atuação. Na mesma edição, Tyrso e Manoela formaram um par romântico comprado pelo público, que levou a moça à final.
No BBB3, Dhomini se envolveu com Sabrina Sato, e acabou desenvolvendo um personagem que era uma espécie de doce cafajeste. Ele ganhou 500 mil reais (prêmio da época) mesmo tendo traído a namorada que tinha fora da casa, em uma rara inversão de valores por parte do público, que costuma condenar esse tipo de atitude. Na 4º e na 6º edição ganhou quem precisava, até pela fraca seleção daqueles anos. Cida, que entrou no programa através de uma revistinha, e Mara, que entrou por um telefonema, ganharam. Aliás, foram as únicas mulheres a conquistarem o prêmio. O público feminino, maioria dos votantes, costuma premiar os homens. A idéia é que as mulheres conseguem ganhar mais dinheiro fora da casa através de ensaios sensuais e coisas do tipo.
No 5º ano, Jean revelou sua opção sexual em uma hora decisiva e acabou saindo como vítima da história, sendo acolhido pelo público e ganhando 1 milhão de reais. Alemão e Íris se destacaram na 7º edição ao formarem casal e lutarem contra a maioria da casa, que decidiu jogar abertamente. Como se fosse impossível não jogar em um programa de televisão que vale 1 milhão de reais.
Esse ano a nova adotada pelo público é Ana Carolina. Faladeira, e um pouco mimada, a menina tem difícil convivência com os outros moradores e já enfrentou 4 paredões. O público parece ter comprado a briga da loira, que se continuar assim deve traçar caminho rumo à vitória.
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Sem papas na língua

Na festa de lançamento da novela Paraíso, o autor Benedito Ruy Barbosa estava atacado e não poupou críticas às atuais produções da Rede Globo. Confira algumas declarações e tire suas próprias conclusões:
“As novelas hoje em dia só acontecem na horizontal. O casal mal se conhece e já vai para a cama. Marido logo trai a mulher e a mulher dormindo com três ou quatro. A mulherada não gosta disso. Viajo pelo Brasil e todas falam que é um putaria”
“Falam que as novelas estão acabando. Tem novela das seis dando 16 pontos. Não pode! É preciso ter uma visão mais ampla do Brasil, que não é só na Avenida Paulista ou em Copacabana. Público de novela é heterogêneo”
“Quando vou para o interior, converso com as pessoas e elas me dizem que, na Globo, só tem bicha e sapatão”
“Não escrevo novela para mostrar a Índia. O Brasil é maravilhoso”
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Na trilha do som

1. Beedi – Sukhwinder Singh / Sunidhi Chauhan
2. Kajra Re – Alisha Chinoy
3. Nagada Nagada – Sonu Nigam / Javed Ali
4. Sajna Ve Sajna – Sunidhi Chauhan
5. Main Vari Vari – Kavita Krishnamurti
6. Mast Kalandar – Sunidhi Chauhan
7. Chori Chori Gori se – Abhijeet / Udit Narayan
8. Salaam-E-Ishq – Sonu Nigam / Shreya Ghoshal…
9. Salaam – Alka Yagnik
10. Azeem o Shaan Shahensh / Mohamed Aslam…
11. Bangra Jaya – Alexandre de Faria
Estão aí a capa e as faixas do CD “Caminho das Índias – Indiano”. Título mais redundante não há. Se fosse um “Caminho das Índias – Chinês”, aí sim. Tudo bem que é para diferenciar da horrorosa trilha nacional e da futura internacional, mas ficou estranho. As músicas, se forem as que tocam na novela, estão bonitas. Hoje em dia é tanta música que toca na telinha e que não vem no CD, ou vem no CD e nunca vimos na TV, que nunca se sabe… São poucas faixas, e dizem que é porque as músicas indianas são grandes, durando de 6 a 8 minutos, ou até mais. Já é a segunda trilha lançada da novela, e além da internacional está prevista a “Caminho das Índias – Lapa”, só com sambas. Haja trilha!
A previsão é de que o Cd chegue às lojas no dia 20/03.