Arquivo do mês: fevereiro 2009

A boa filha a casa torna

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Crossover: Grey’s Anatomy / Private Practice

Parasitas no cérebro de Archer, irmão de Addison, foi a deixa para que a médica voltasse temporariamente para Seattle Grace, dando inicio a um bem sucedido crossover entre Grey’s Anatomy e Private Practice. Eu, particularmente, gosto de crossover. Eles dão um novo ar às séries, além de tornarem aquele mundo ficcional mais próximo de quem assiste. Como Private é uma série derivada de Grey’s, esse tipo de coisa é fundamental ao menos uma vez por ano. Seria muito estranho se Addison nunca mais voltasse ao hospital.
A doutora não foi sozinha. Além do irmão, Naomi e Sam também foram parar em Grey’s, e a viagem fez bem a todos os personagens. Sam ficou mais leve, demonstrando ter uma química fantástica com Miranda, parecia até outra pessoa. Essa química merecia ser mais bem explorada. Naomi também esteve agradável, provando que ela e Sam ficam melhores separados e como amigos. Os dois ficariam bem em Seattle Grace.
Mas a maior conclusão desse crossover é de que é em Grey’s o lugar de Addison. Ela fica melhor lá, voltar a ser o que realmente era, e a série também rende mais com ela. É incrível a química de Kate Walsh com todos os atores de Grey’s: a infinita tensão com Derek, o tesão com Marc, a amizade com Callie, e até o certo distanciamento com Meredith. Não foi a toa que Addison ganhou série própria: ela é uma das melhores personagens que já passaram por Grey’s, e conseguiu conquistar os telespectadores quando tinha tudo para ganhar a antipatia, ao disputar o galã com a “mocinha”. Kate Walsh foi presenteada com Private Practice, mas o prêmio maior seria vê-la de volta a Seattle Grace. O problema? O que fazer com sua série, que cresce e melhora a cada dia? Questão difícil de resolver. Por enquanto, a volta de Addison fica como um sonho, e em forma de aperitivos como esses. Que venham mais!

A fila no horário das 18hs

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Enquanto as gravações de Paraíso seguem a todo vapor (fotos), outras duas produções já surgem como candidatas a sucessoras da trama rural no horário das 18hs. A história de Bendito Ruy Barbosa está prevista para terminar em setembro, já que a Rede Globo quer estrear a próxima novela antes do horário de verão para não prejudicar a audiência.
Um dos candidatos é Walter Negrão, com uma trama praieira ao estilo de Tropicaliente e Como Uma Onda. Espero que tenha a alegria de Tropicaliente e um elenco melhor escalado do que em Como Uma Onda. O titulo provisório, e tomara que provisório mesmo, é Sereia do Mar. Vamos rezar para que a sereia do título seja um adjetivo, e não um substantivo, com uma sereia aparecendo por aí. Negrão é melhor quando finca os pés na realidade.
O outro candidato é Bosco Brasil, de volta à Rede Globo após um tempo na Record. O titulo provisório da novela de Bosco é ainda pior do que a do Negrão: Bom Dia Frankenstein. Nesse caso é óbvio que o titulo não será esse. A história envolve tecnologia e liberdade vigiada, em uma trama tão estranha quanto o título.
Sorte que, até o termino de Paraíso, os 2 autores candidatos à sucessão da novela ainda terão um tempinho para refletir sobre suas histórias.

Oscar 2009 – vencedores e um comentário

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Melhor Filme
Quem Quer Ser um Milionário?
Melhor Ator
Sean Penn, por Milk – A Voz da Igualdade
Melhor Atriz
Kate Winslet, por O Leitor
Melhor Ator Coadjuvante
Heath Ledger, por Batman – O Cavaleiro das Trevas
Melhor Atriz Coadjuvante
Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona
Melhor Diretor
Danny Boyle, por Quem Quer Ser Um Milionário?
Melhor Filme Estrangeiro
Departures
Melhor Filme de Animação
Wall-E
Melhor Roteiro Adaptado
Quem Quer Ser Um Milionário?
Melhor Roteiro Original
Milk – A Voz da Igualdade
Melhor fotografia
Quem Quer Ser um Milionário?
Melhor direção de arte
O Curioso Caso de Benjamin Button
Melhor figurino
A Duquesa
Melhor documentário em longa-metragem
Man on Wire
Melhor documentário em curta-metragem
Smile Pinki
Melhor montagem
Quem Quer Ser Um Milionário?
Melhor maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button
Melhor trilha sonora original
Quem Quer Ser Um Milionário?
Melhor Canção
Jai Ho (Quem Quer Ser Um Milionário?)
Melhor Curta-Metragem de Animação
La Maison de Petits Cubes
Melhor Curta-Metragem
Spielzeugland (Toyland)
Melhor Edição de Som
Batman – O Cavaleiro das Trevas, Richard King
Melhor Mixagem de Som
Quem Quer Ser Um Milionário?
Melhores Efeitos Visuais
O Curioso Caso de Benjamim Button

Fora algumas inovações na cerimônia, o Oscar esse ano, como de costume, foi bem previsível. Quem quer ser um milionário? foi mesmo o grande vencedor da noite, com nada menos do que 8 estatuetas, incluindo melhor filme e diretor. Eu, particularmente, nunca enxerguei o filme como “um filme de Oscar”, o que é até positivo, já que mostra que obras mais diversificadas também têm chance na premiação. Com seus atores, com os cenários, com o jeito positivo de contar uma história que poderia cair pro melodrama barato, e até pelo número musical que encerra a produção, Quem quer ser um milionário? é uma ode à Índia. É Hollywood se rendendo aos encantos de Bollywood e olhando um pouco além do próprio umbigo.
Kate Winslet ganhou seu primeiro Oscar, prêmio mais do que merecido, um reconhecimento pela carreira de bons papéis e atuações memoráveis. Mais do que pelo papel em O Leitor, Kate ganhou por anos seguidos de bons desempenhos. Sean Penn foi consagrado por seu Milk, que beirou a perfeição. Dos trejeitos à feição, o ator fez um trabalho inesquecível. Eu apostava em Mickey e seu ressurgimento, mas Sean mereceu.
É raro encontrar uma atuação tão sedutora como a de Penélope Cruz em Vicky Cristina Barcelona. A atriz seduz os espectadores em cada tomada do filme, e sua presença nas telas é hipnotizante. Pelo visto ela também seduziu a Academia, e com louvor. Heath Ledger era barbada. Um ator que construiu tipos tão inesquecíveis em pouco tempo de carreira, mais cedo ou mais tarde ganharia a estatueta. É uma pena imaginar quantos personagens ímpares este ator ainda seria capaz de interpretar.
Agora que Kate já está com sua merecida estatueta nas mãos, espero que nos próximos anos justiça seja feita com a grande dama do cinema americano. Com 15 indicações e apenas 2 vitórias, sendo a última há mais de 25 anos, já está na hora de Meryl Streep ser premiada novamente.

Oscar 2009

Como eu já havia comentado sobre as atrizes indicadas ao Oscar, resolvi falar também dos atores e dos filmes:

filmes2Com tantos prêmios no currículo, Slumdog Millionaire (Quem quer ser um milionário?, no lamentável titulo do Brasil) é certamente o grade favorito ao Oscar 2009, embora eu ainda ache que Benjamim Button tem mais a cara da premiação, se é que isso existe.
Slumdog, apesar de todas as adversidades que mostra, é um filme solar, iluminado, pra cima. Tudo o que os americanos precisam nessa época de crise. Não dá pra tirar os méritos do filme. É uma história cativante e muito bem dirigida. Benjamim é mais tradicional. É um filmão, mas não chega a envolver tanto quanto poderia, e ficaria melhor com alguns minutos a menos.
Milk é um filme que tem a minha simpatia. É uma biografia bem realizada e tocante, porém certinha demais. É um ótimo filme e uma boa biografia, mas não vai além disso. O Leitor, pra mim, carece do mesmo “problema”. É um bom filme, uma história bem contada, mas não passa disso.
O meu favorito é Frost/Nixon, embora eu saiba que as chances são remotíssimas. O filme segura a atenção com um roteiro bem estruturado e atuações ímpares. Como eu já disse anteriormente, é fácil estragar um bom filme, difícil é tornar uma história que tinha tudo pra ser chata em uma das melhores tramas do ano. É aí que Frost/Nixon cumpre seu papel, e vai além.

atoresRepleta de boas atuações, a categoria de melhor ator está tão disputada quanto a das atrizes. E quando eu digo disputada, falo da qualidade das interpretações apresentadas, já que a briga deve ficar mesmo entre Sean Penn e Mickey Rourke.
Richard Jenkins, que já teve a oportunidade de mostrar seu talento na série A Sete Palmos, finalmente ganha um papel a sua altura no cinema, e o veterano agarrou essa chance com unhas e dentes. Ele nos entrega uma interpretação contida, econômica, na medida certa para o papel. Espero que o ator, a partir de agora, tenha mais chances de mostrar o que sabe.
Brad Pitt faz um bom trabalho com seu Benjamim Button, talvez sua interpretação mais emocional, porém eu ainda acho que falta uma entrega maior. Se formos usar as comparações que têm sido feitas por aí e o colocarmos lado a lado com o Forrest Gump, de Tom Hanks, esse último ganharia por ser um personagem com mais empatia com o público, embora, repito aqui, Brad tenha feito bonito.
Fran Langella entrega um Nixon arrasador e inesquecível, na melhor atuação masculina, na minha opinião. O ator consegue passar toda a angustia e os temores do ex-presidente, mas sem perder a altivez e até uma certa arrogância. Nixon nunca esteve tão humano nas telas do cinema, e certamente o ator merecia uma recompensa por isso. Ainda tenho esperanças, embora a estatueta esteja pendendo mais para os lados de Sean e Mickey.
Sean interpreta um Milk irrepreensível. É impressionante como o ator conseguiu reproduzir até pequenos trejeitos do biografado, fazendo o personagem na medida certa, sem cair na afetação, mas demonstrando que ali existe um ser humano especial, frágil e que pensa nas pessoas em primeiro lugar. Mickey é de uma entrega total, parece que resolveu dar tudo de si no papel de sua vida, fazendo de seu lutador um dos personagens mais completos já vistos na telona. Entre ele e Sean, fico com Mickey. É a minha aposta para a noite do Oscar.

Uma novela sem rumo

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Três Irmãs é uma novela que não nega em nada o seu autor, até pela grande salada em que se transformou. Antônio Calmon é mestre em desconfigurar suas histórias, e não está sendo diferente desta vez.
A trama nunca foi um grande clássico, mas tinha tudo para ser uma novela pelo menos correta, se seguisse com mais fidelidade a linha inicial. Até a melhor personagem da novela, a Alma, de Giovanna Antonelli, perdeu um pouco do brilho. A personagem agora se tele transporta com o poder do pensamento, saindo totalmente da abordagem mais realista adotada desde o começo, pelo menos com ela.
Um dos melhores triângulos amoroso de Três Irmãs era formado por Xande, Suzana e Eros, mas o personagem de Dudu Azevedo se transformou em um vilão, até para o público ter mais empatia com os personagens de Paulo Vilhena e Carolina Dieckmann. A empreitada não deu muito certo, já que o triangulo era bem mais interessante de se ver.
Regina Duarte fez sua Waldete com algumas semelhanças com a inesquecível Viúva Porcina, o que nem é tão grave e soa mais como uma homenagem, mas agora sua personagem segue apagadinha, embora ainda seja uma das melhores coisas do elenco. Já estava na hora de Regina dar adeus às suas heroínas sofredoras e variar um pouco, mas ela merecia coisa melhor.
A novela ainda tem aproximadamente 2 meses no ar, e não se assustem se aquele personagem que era um anjo virar vilão num piscar de olhos, ou se um casal nunca antes imaginado surgir. Esse é Antônio Calmon em seus piores dias.

Episódios em Série

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A 2º parte da 5º temporada da série Nip/Tuck segue a todo vapor, conseguindo superar os primeiros episódios, embora Eden faça falta. Interpretada por AnnaLynne McCord, a Naomi de 90210, a personagem movimentou a 1º parte do 5º ano. Pudemos matar um pouco da saudade no 17º episódio, e dá até dó de ver que a atriz tem sido desperdiçada interpretando a sonsa Naomi, que tinha tudo para ser um bom papel.
Quem vem se destacando nos últimos episódios é Raj. Assim que ele entrou, me pareceu um pouco inconveniente, mas vem se sobressaindo a cada dia, cheio de conflitos e questionamentos, graças também ao talento do ator que o interpreta. Como em Nip/Tuck as coisas não ficam enrolando durante muito tempo, e o garoto já usou de artifícios para não seguir mais o caminho da cirurgia plástica, só nos resta esperar para ver qual será o seu destino.
Matt continua sem rumo e com os ataques de insegurança de sempre. Júlia é outra perdida, ainda mais depois da morte de sua parceira. Liz, que há muito tempo vinha merecendo um destaque maior, ganhou atenção, embora do jeito errado. Um dos maiores méritos da série era a forma como abordava a amizade dela com Troy, e agora, com o envolvimento dos 2, isso fatalmente mudará. Espero que a anestesista não saia da clínica, como ficou no ar ao final do 18º episódio. Ela já faz parte da família Nip/Tuck.

Com metade dos episódios de sua temporada final exibidos, The L Word já viveu dias melhores. Com a morte de Jenny mostrada no 1º episódio, e o retrocesso de 3 meses, a história agora está focada nos acontecimentos que levaram à tragédia, e cada inicio de episódio mostra uma das amigas com um motivo para cometer o assassinato. A verdade é que nenhuma delas jamais teria coragem de matar a escritora, a não ser que a trama vá revelar algum caso absurdo de dupla personalidade. Meu medo é que a criadora sacrifique alguma das queridas personagens da série em nome de um suspense tolo e desnecessário como esse.
O único lado bom disso tudo é que Jenny morreu mesmo, porque está para nascer alguém tão egoísta e problemático como ela. Seu namoro com Shane é umas das coisas mais decepcionantes já exibidas. A “pegadora” oficial da série nunca demonstrou qualquer tipo de interesse por ela, além de uma amizade verdadeira. Dos episódios exibidos, o melhor até agora foi o 3º, descontraído como só a série sabe ser, arrancando divertidos momentos e nos entregando uma Bette pra lá de inspirada.
Uma coisa boa dessa temporada de despedida tem sido a participação de personagens que passaram pela história nos anos anteriores, como Papi e Dylan. Espero rever mais conhecidas.

Depois do início com os dois pés no marasmo, Private Practice está conseguindo recuperar sua 2º temporada, através de episódios empolgantes, com bons casos, além de investir mais nos conflitos dos protagonistas. E digo protagonistas porque Addison está longe de ser a única grande personagem central dessa história. A médica, que mudou um pouco de personalidade desde a transferência de Grey’s Anatomy, ainda não conseguiu arrumar um interesse amoroso que empolgasse o público, e parece que isto está longe de acontecer.
Cooper e Charlotte, em um vai-e-vem eterno, têm conseguido se destacar. Eu, que não gostava inicialmente da médica, já torço pelos 2, embora ela ainda careça de um pouco de simpatia. Violet também engatou uma boa história, com sua gravidez de pai indefinido. Até Sam e Naomi deram um tempo nos ciuminhos bobos e se acertaram com outros parceiros.
Um dos maiores méritos da série são os seus casos, que não se limitam aos arredores na clínica, passam longe das mesas de cirurgia, e são focados primeiramente no fator humano, um grande diferencial.
A volta de Archer é um ponto positivo, e pode fazer Addison crescer. Pena que a vinda dele não parece definitiva e, sim, um arco para o Cross-Over da série com Grey’s Anatomy, acontecimento que comentarei em breve por aqui.
O 13º episódio da temporada conseguiu ser um dos melhores já exibidos, e merece atenção especial.

Sucesso na internet

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A audiência, e a qualidade, da atual edição do Big Brother Brasil podem não estar lá grande coisa, mas é inegável o apelo que o programa causa na internet. Até sites como UOL e Yahoo criam páginas dedicadas exclusivamente ao programa, aumentando o número de acessos gerais.
Os paredões do programa recebem em média 30 milhões de votos, entre internet, telefone e SMS. A Globo.com é a principal beneficiada nessa época do ano, mas não é a única.
A maior comunidade do programa no Orkut tem 1.012.525 membros, que vivem discutindo e defendendo seus preferidos. As maiores polêmica acontecem nos blogs sobre o BBB. Os principais são o De Cara para a Lua e o Tevescópio. Enquanto o primeiro defende os participantes Max e Francine, o segundo torce por Ana Carolina. Cada post chega a ter mais de 1000 comentários e, claro, muita discussão. O De Cara para a Lua é hospedado no site UOL, com direito a link no site do programa no portal, já o Tevescópio tem uma parceria com o jornal Extra e sua dona, apelidada de Dona Lupa, vive dando entrevistas sobre o assunto.
Nenhum meio de comunicação quer deixar de falar sobre o programa nessa época do ano. Até os ex-participantes arrumam uma boquinha de comentaristas, aumentando os 15 minutos de fama. Pra ler tanto comentário e tanta opinião, é preciso ter bem mais do que alguns minutos.
Para quem gosta do assunto, os links dos sites mencionados:

http://www.globo.com/bbb
http://televisao.uol.com.br/bbb9/
http://decarapralua.zip.net/
http://www.tevescopio.blogger.com.br/

Vale a pena conferir

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Ler as sinopses do filme Frost/Nixon não é nada animador, como podemos conferir em uma delas: “Em uma série de entrevistas no programa de TV apresentado por David Frost, o então presidente americano Richard Nixon acaba por assumir a culpa pelo escândalo de Watergate’. Baseado nessas poucos informações, é fácil esperar um filme chatíssimo e sonolento, mas a realidade é bem diferente.
Frost/Nixon alia um roteiro super competente com uma direção que não deixa a peteca cair em nenhum momento. As entrevistas passam longe de serem cansativas, e os bastidores da gravação dão um ar tenso que segura a atenção do começo ao fim.
Frank Langella faz um Nixon irrepreensível. Confuso, temeroso, e até frágil em alguns momentos, mas sem perder a altivez. Michael Sheen também não decepciona, o que colabora muito para a eficácia do filme, já que é uma história que depende muito das atuações.
Embora seja praticamente uma missão impossível, um Oscar para o filme e para Frank seriam bem merecidos. É fácil estragar um filme, mas difícil é transformar um assunto que tinha tudo para ser chato em uma das histórias de bastidores políticos mais interessantes que já existiram.

Na boca do povo

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Amithab, Anusha, Bahuan, Gopal, Koshi, Laksmi, Shankar…
Esses são os nomes de alguns dos personagens da novela Caminho das Índias. A Rede Globo já tomou conhecimento de que os telespectadores estão tendo dificuldade para decorar os nomes, e não poderia ser diferente. Não que a autora precisasse batizar uma personagem indiana de Neuza, mas adaptações eram necessárias.
Os nomes dos personagens são parte importante para que os telespectadores se identifiquem com eles mais facilmente. A autora Glória Perez acredita que, com o tempo, o público irá decorá-los. Depois de nove meses escutando todas as noites, até as crianças irão decorar, mas isso poderia ter acontecido mais cedo, e prova que até uma autora experiente como Glória Perez às vezes esquece “regras” básicas de uma boa telenovela.

Episódios em Série

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É oficial! Tanto a ABC quanto o agente de Nicolette Sheridan confirmam a saída da atriz da série Desperate Housewives. É uma grande perda para a história. Edie nunca chegou a ter o peso das protagonistas, mas sempre rendeu momentos memoráveis para a trama. A saída da personagem deve acontecer em abril, alguns episódios antes do final da temporada. É a primeira saída de peso da série, normal quando uma história se estende por muitos anos, mas não deixa de ser lamentável.
Por falar em Desperate, não canso de comentar o talento do ator-mirim que faz o filho de Susan. Ele esteve impagável no 14º episódio da 5º temporada. Ainda neste episódio, foi hilário ver Susan tentando roubar o colar de pérolas de Katherine. Outro destaque foram as aulas de ginástica de Gaby e o final do episódio, com mais um belo pensamento de Mary Alice. Dave segue cada vez mais perto de ser desmascarado.

Vale a pena conferir a 3º temporada de Big Love. Depois da 2º meio sonolenta, a série que aborda a vida de uma família de mórmons voltou com tudo. O 1º episódio da 3º temporada talvez tenha sido o melhor da série até agora, e o 2º não fica atrás. Big Love se reergueu porque tem apostado mais nos conflitos humanos, nas questões familiares. Eu, particularmente, não gosto quando a série fica focada naquele rolo todo da comunidade, prefiro acompanhar os dramas da família. Barb nos deu um susto logo no começo da temporada, com uma possível volta de seu câncer, mas não passou de um alarme falso. Nicky, a mais conflituosa das esposas, segue com seus rolos. Eu não consigo simpatizar muito com Bill. Acho o personagem meio sem noção e folgado, mas nada que atrapalhe a minha simpatia pela série como um todo. A possível entrada de uma 4º esposa está criando ótimas situações. É triste notar como todas elas têm que abdicar dos sonhos em nome da religião, e as atrizes que as interpretam estão muito bem. Mereciam maior reconhecimento.

É cada vez mais certa a saída de R. Knight e Katherine Heigl de Grey’s Anatomy. Apesar de ser uma boa para os atores, que vão se livrar do papelão que vinham fazendo, acho muito ruim para a série. Os dois fazem parte da turma que entrou no hospital com Alex, Meredith e Cristina e, juntos, foram a alma da série desde o começo. Quando começa asssim…
Dra. Dixon voltou a aparecer no 14º episódio da 5º temporada, como sempre roubando a cena. A personagem é um grande achado e deveria ficar no hospital definitivamente. A cena em que Miranda e Cristina têm que abraçá-la já entrou para a galeria das melhores. Bailey continua cada vez mais anti-profissional. Nunca vi alguém passar, e fazer, tanto drama para encontrar a verdadeira vocação. Callie parece ter encontrado uma nova admiradora, e eu nunca imaginei que Arizona faria esse papel.