Arquivo do mês: novembro 2011

José Mayer entra em Fina Estampa e completa dez novelas com Lilia Cabral

O retorno de Pereirinha (José Mayer) à vida de Griselda (Lilia Cabral), em Fina Estampa, faz com que seus intérpretes trabalhem juntos mais uma vez. Embora não tenham contracenado diretamente em todas as produções, a química entre os dois é forte. E os números não negam: já fizeram parte do elenco da mesma novela em dez oportunidades, sem contar o filme Divã e especiais.

Apesar de terem dividido a cena diversas vezes em Tieta (Osnar/Amorzinho) e Pátria Minha (Pedro/Simone), foi em História de Amor que eles viveram o primeiro grande romance. Eternamente apaixonada pelo ex-noivo e colega de trabalho Carlos, a médica Sheila foi enlouquecendo aos poucos, o que proporcionou grandes cenas aos atores. Na novela seguinte, Lilia Cabral voltou a correr atrás de José Mayer. No começo de Meu Bem Querer, antes dos ajustes para melhorar a audiência, a personagem Verena vivia dando em cima do padeiro Martinho, que só tinha olhos para Ava (Ângela Vieira).

Sob a batuta de Manoel Carlos, os dois ainda viriam a se esbarrar em Laços de Família (Pedro/Ingrid), Páginas da Vida (Greg/Marta), e finalmente em Viver a Vida, onde a relação entre seus personagens era tão forte que conseguiu ofuscar o par vivido por Tais Araújo e Thiago Lacerda.

Na novela de Aguinaldo Silva, seus personagens viverão em lados opostos. Griselda não cairá na lábia do marido, que irá se envolver com a vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni).Os conflitos entre o vigarista e a nova milionária prometem trazer um novo ar para Fina Estampa e ratificar a parceria de sucesso. Mesmo que seus personagens estejam em caminhos opostos, é lado a lado que seus intérpretes brilham ainda mais.

Confira as novelas que tiverem Lilia Cabral e José Mayer no elenco: Hipertensão, Tieta, Pátria Minha, História de Amor, Meu Bem Querer, Laços de Família, Páginas da Vida, A Favorita, Viver a Fina e Fina Estampa.

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Realities em baixa

Com dois episódios exibidos, O Aprendiz – Empreendedor mostrou que terá um difícil caminho pela frente.  O reality teve média de seis pontos, a pior estréia das oito edições do programa, e não foi apenas nos números que fraquejou. Para começar com um ritmo mais agitado, a primeira tarefa envolveu sobrevivência na selva e acabou destoando do que os telespectadores desse tipo de reality realmente esperam. E para piorar, nem demissão aconteceu. O início morno de O Aprendiz vem para reverberar a má fase que os realities enfrentam nesse segundo semestre na televisão brasileira.

No caso do programa da Record ainda há um agravante: a troca de apresentadores. João Dória Jr. cumpre seu papel direitinho, mas a presença de Roberto Justus é muito forte até hoje, foi ele quem deu cara ao reality. Qualquer pessoa que viesse depois enfrentaria certo estranhamento do público, e é fato que Dória não mostrou a mesma força de seu antecessor para demitir aqueles que erram. O  apresentador já está em sua segunda temporada, mas a repercussão do programa caiu bastante após a troca.

O reality anterior da Record, A Fazenda 4,  teve repercussão um pouco maior, mas também não empolgou como deveria. Com a forte concorrência de O Astro, o programa poucas vezes alcançou o primeiro lugar, e teve uma das menores audiências entre as edições já apresentadas. Na Globo, terminou há duas semanas Hipertensão, um programa com números mornos e pouco comentado pelo público, tanto é que quase ninguém sabe dizer quem foi o vencedor. Já a Band, sofre para fazer o Projeto Fashion ir além dos dois pontos. Com audiência cambaleante e repercussão pior ainda, os realities são caso sério para demissão. Daquela forma que só Roberto Justus sabe fazer.

À mestra, com carinho

Solange Castro Neves é daquelas pessoas capaz de transmitir doçura através de um simples olhar. Talvez tenha sido isso, além do talento, que encantou uma das damas da teledramaturgia brasileira. Mais do que colaboradora, Solange foi uma amiga de Ivani Ribeiro. Atualmente dedicada ao cinema, ela falou ao Apanhado Geral sobre a reprise de Mulheres de Areia e relembrou curiosidades do convívio com  Ivani.

Você esperava essa nova exibição de Mulheres de Areia? Ficou sabendo através da imprensa ou foi avisada pela emissora?

Já estava sabendo pela emissora, por causa da homenagem pelos 100 anos da Ivani.

Mulheres de Areia é a terceira novela da Ivani Ribeiro que ganha uma re-reprise. Como explicar esse constante retorno da autora ao Vale a Pena Ver de Novo?

Sou suspeita para falar, pois para mim a Ivani foi e continua sendo a maior escritora da teledramaturgia brasileira.

Você acompanha a reprise? O que tem achado da edição?

Infelizmente não consigo acompanhar pois estou trabalhando nesse horário, mas já vi várias vezes porque tenho todos os capítulos gravados das novelas que tive a honra de trabalhar ao seu lado.

A abertura, exibida normalmente no horário das 18h em 1993, foi modificada. Tivemos também cortes em cenas da Raquel bebendo. O você acha dessa onda moralista que anda rondando a tv?

Nunca tivemos problemas com a censura mas acredito que o corte de determinadas cenas tenha acontecido em virtude do horário da tarde, sendo que muitas crianças estão em casa e assistem a novela.

 Como a Ivani trabalhava na reedição? Era feita diretamente dos capítulos da primeira versão? Como ela dividia o trabalho com você?

Trabalhei doze anos com a Ivani. Nas primeiras novelas ela me ensinou a carpintaria da TV e o seu estilo de escrita. Para tanto, precisei fazer curso de câmera, pois ela descrevia as cenas usando termos técnicos de direção, por acreditar que assim facilitaria o trabalho dela e do diretor. Com o tempo ela foi criando confiança e nós desenvolvíamos juntas a escaleta e depois eu trabalhava em casa. Nas três últimas novelas, por motivos de saúde, eu fazia o trabalho e depois lia para ela. Ivani foi uma mestra única. Ela não dizia o que estava errado ou o que eu tinha que corrigir. Ela apenas contava uma história ou mesmo uma metáfora para que eu percebesse o erro. Vou dar um exemplo: na A Viagem, havia o personagem do Mascarado que tinha sofrido um acidente no qual ficou com o rosto todo deformado. O seu grande amor era o personagem da Suzy Rêgo. No decorrer da trama, pensei que para unir os dois e serem felizes, ele faria plásticas no rosto e então ela contou-me a história de uma mulher que era prostituta e foi retirada das ruas por um médico que lhe deu um lar de verdade, filhos, tornando-a uma senhora respeitável para todos, entretanto, essa mulher nunca conseguiu ser feliz, pois a mesmice do dia a dia, para ela, que tinha a cada dia uma nova aventura, não bastava. Pensei muito na história que ela me contou e entendi que o Mascarado vivia cada dia em um lugar, sendo aplaudido pelas crianças, pelos jovens, encantando a todos com suas fantasias e seus versos românticos. Não seria feliz se deixasse esse mundo e vivesse apenas para um amor idealizado. Assim Ivani usava desses subterfúgios para passar sua mensagem.

Quanto a usarmos nos remakes os capítulos das novelas anteriores, isso nem passou por nossas cabeças, primeiro porque não os tínhamos gravados. Segundo porque para que um remake de uma novela  tenha sucesso, temos que utilizar apenas a espinha dorsal da história pois a época é diferente, os atores são diferentes, então a história não pode ser a mesma. Por exemplo, a Ruth e a Raquel. A Ruth, na primeira versão, era uma jovem boazinha, tímida e que não lutou pelo seu amor. Tanto que o público torcia para a Raquel. Na segunda versão, a Ruth era uma jovem inteligente, mas que carregava dentro de si um segredo e só quando ela consegue se libertar do passado é que ela começa a lutar pelo seu amor, o que a fez mais equilibrada, com uma personalidade mais forte e decidida para ir em busca dos seus sonhos.

A novela teve algum problema ou dificuldade nos bastidores e que chegou até vocês? Evandro Mesquita foi realmente afastado porque não se adequou ao personagem, conforme noticiado na época?

Toda novela tem problemas que chegam a nós autores e que junto aos diretores, procuramos uma solução. A Ivani dava muita importância ao som e principalmente aos diálogos para que não fossem repetitivos, tivessem uma sonoridade suave, gostosa. Assim, trabalhávamos muito nos diálogos. Para ela, uma cena tinha de ter uma razão de ser e a pergunta era: “Pra que serve esta cena? Ela leva a novela para frente? Ela é cômica, romântica, de uma maneira ou de outra ela surpreende o público? Mexe com as emoções dos telespectadores?” Se não tivesse nenhum destes requisitos, mandava jogar no lixo e fazer outra.

O Evandro Mesquita, por várias vezes, recebeu “rubricas” para não mexer no texto, não colocar tantos cacos nos diálogos, mas ele tinha uma maneira própria de representar, é muito engraçado, o lado cômico ressaltava em todas as cenas e ele criava textos em cima dos nossos diálogos. Assim, para evitar maior confusão, Ivani deu um jeitinho dele passar férias no Havaí.

Como vocês trabalhavam a questão da resposta do público? Algum fedeeback positivo ou negativo que causou alguma mudança na trama?

Em Mulheres de Areia, eu ainda não entendia muito sobre a religião espírita da umbanda, e o personagem Donato, de Paulo Goulart, usava no pescoço uma corrente branca e azul e se dizia filho de Iemanjá. Recebemos cartas, jornais, telefonemas, onde os pais e mães de santo fizeram até ameaça pois diziam que um homem como Donato não podia ser filho de Iemanjá, e estávamos denegrindo a imagem dessa orixá. Naquele tempo não havia internet para uma pesquisa mais rápida e eu não tinha tempo para averiguar, afinal o por que de toda essa revolta. Resolvi então dar uma entrevista onde falei que o personagem Donato teria uma reviravolta e todos iriam saber a verdade. Disse que nós jamais denegriríamos a imagem de um orixá. Depois de muito pensar, bolei uma cena em que Donato caminhava pela areia da praia, perto do mar, e a corrente do pescoço dele se arrebentava e as águas do mar levavam para o fundo as contas. Logo em seguida aparecia a imagem de Iemanjá, no meio das ondas, dizendo que ele nunca foi filho dela. Desde então, aprendi uma grande lição, o quanto é importante a pesquisa e dominar o assunto do qual estamos tratando, para evitar este tipo de problema. Na Viagem, eu me apoiei em quatro grupos espirituais: Allan Kardec, Rosacruz, Maçonaria e um grande estudioso da espiritualidade, abrangendo assim várias áreas. Assim não tivemos nenhum problema no decorrer da novela.

Como era a sua convivência com a Ivani Ribeiro e o que você leva até hoje do período em que trabalhou com ela?

Ivani foi uma amiga, companheira, minha mestra e minha mãe de coração. Com ela aprendi a dose certa do romantismo, não ter vergonha de expor as emoções, a importância dos links, dos suspenses e que, principalmente, uma novela para dar certo depende não só do autor, como do diretor, da produção, de todo o elenco, dos câmeras, dos figurinistas. Não existe uma boa história sem um bom diretor, como o contrário também é verdadeiro.

Você tem alguma mágoa da Rede Globo por não ter levado Quem É Você? até o fim da forma planejada por Ivani? Depois você passou por um problema semelhante em Roda da Vida, na Record… Mesmo com todos os percalços pensa em voltar à TV?

Não tenho mágoa nem da Globo, nem da Record. Na Globo o problema surgiu por incompatibilidade de estilos entre eu, que ainda acredito no amor, na amizade sincera, e Lauro César Muniz, um grande escritor mas de estilo totalmente diferente do meu. Quanto à Record, não houve problema parecido. Saí devido a problemas pessoais de doença na família. Hoje estou trabalhando no meu segundo longa-metragem mas se me convidarem para voltar à TV, por que não? Adoro minha profissão.

Você está trabalhando no roteiro de um filme sobre Ana Jansen. O que você pode falar sobre a produção? O cinema te pegou de vez?

Estou fazendo o segundo tratamento do roteiro e fiquei muito feliz por ter sido convidada a participar deste projeto. Ana Jansen a Rainha do Maranhão, é uma mulher que viveu no século XIX, pertencia à nobreza mas já nasceu quando a família estava praticamente na miséria. Foi o arrimo da família e de rameira, como muitos a chamavam, pois a moral daquela época era muito rígida, conseguiu se tornar a mulher mais poderosa e mais rica do Maranhão.  Uma mulher à frente do seu tempo. Teve onze filhos e deu uma primorosa educação a todos, mandando-os estudar em Lisboa, Rio de Janeiro, sem distinção de sexo. Uma mulher à frente de seu tempo. ANA JANSEN atravessa o Brasil de Portugal. Vive no primeiro império, manda no Maranhão de Pedro II, faz histórias, é a própria história. Faz filhos, lendas. É generosa e autoritária. É mulher e muito homem. É pobre, mas conquista muita riqueza. É usada e usa sem limites a liberdade, o poder da vida, a sedução… De rameira à rainha do Maranhão. A maior líder do Partido Liberal. Sua força e sabedoria nascem de suas entranhas; sua extrema confiança em si, investe-lhe de poder.

Se tivesse a chance de reeditar uma novela de Ivani Ribeiro qual seria e por quê?

Cavalo Amarelo, porque era um sonho da Ivani que eu gostaria de realizar.

Donas de casa chegam para a despedida

Começa hoje (01/11, às 21h), para quem assiste pelo canal pago Sony, o oitavo e último ano da série Desperate Housewives. Com um início muito badalado, e alguns tropeços no meio, o programa soube como poucos misturar drama e comédia na medida certa. Após mistérios que envolviam pessoas vindas de fora, a série neste último ano é focada totalmente nas protagonistas e suas famílias. Quem já assistiu o final da sétima temporada sabe o problemão que elas têm nas mãos, e este suspense fará com que os personagens interajam ainda mais. É uma forma digna encontrada pelos roteiristas para fazer as donas de casa crescerem, cada uma do seu jeito, e encerrar a história da maneira como começou: Bree (Marcia Cross), Susan (Teri Hatcher), Lynette (Felicity Huffman) e Gaby (Eva Longoria) unidas por uma tragédia. São episódios para serem curtidos e não lamentados. A história teve seu auge, todos os personagens foram bem trabalhados, e chegou a hora de um final digno. Com um ano inteiro para as tramas serem encaminhadas, Desperate Housewives terá o desfecho que merece. E ele é não menos que inesquecível.

Repórter é agredida ao vivo

Pronta para dar informações ao vivo sobre o estado de saúde do ex-presidente Lula no Jornal Hoje, a jornalista Monalisa Perroni foi agredida por dois homens que invadiram o link aos gritos e a derrubaram. Não é a primeira vez que um repórter é interrompido em rede nacional no meio de seu trabalho, constantemente vemos casos de pessoas que passam pelas câmeras querendo aparecer, mas o modo como os dois agiram chamou a atenção e assustou os apresentadores que estavam no estúdio. Como envolveu agressão, a emissora estuda processar os invasores. A medida precisa ser tomada para que outros penetras pensem duas vezes antes de desrespeitar o trabalho alheio. Com essas atitudes, fica cada vez mais complicado realizar links ao vivo de lugares com grande movimentação de pessoas sem uma segurança reforçada. Não é nem deselegância, é falta de educação .

Confira no vídeo o momento da invasão e a reação dos apresentadores Evaristo Costa e Sandra Annemberg: