Arquivo do mês: agosto 2013

Quem Malhação representa?

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A “vilã” se joga da escada para atrapalhar um momento romântico do casal principal e, em outra cena, segue os apaixonados para dar um flagrante. Poderiam ser cenas do elenco adulto de qualquer novela, mas foram situações vividas pelos adolescentes da vigésima primeira temporada de Malhação. Há pouco mais de um mês no ar, a história mantém os índices mornos (em torno de 15 pontos) e repercussão fria das ultimas temporadas.

Escrita por Ana Maria Moretzsohn e Patricia Moretzsohn, ótimas em tramas leves e despretenciosas, essa fase de Malhação padece do mesmo mal das demais: está mais próxima de uma novela do que de uma história juvenil, e acaba não sendo nem uma coisa nem outra. E o pior: está muito longe do que pensam, de como vivem e da maneira de agir dos jovens hoje em dia. A trama adulta ainda é de facil digestão, mas a parte “adolescente” é recheada de momentos constrangedores, principalmente em sala de aula.

Grande parte da dificuldade em elevar o nível da atração, com discussões mais atuais, vem do horário em que ela é exibida, o que impede a abordagem de temas mais polêmicos, como aqueles tratados por algumas séries americanas destinadas a este público. Perto do que é mostrado por lá, Malhação é quase uma história infantil.

Segundo a Globo, o programa sobrevive por ser um celeiro de talentos e pela marca forte. Este ultimo argumento já não deve ser tão considerado assim, já que toda vez que uma nova temporada é anunciada, o público olha desconfiado e com pouco interesse em conferir o que virá, tamanhos os erros já cometidos. Dessa forma, Malhação está mais parecendo aquelas jovens senhoras que tentam ser menininhas, mas só causam constrangimento por onde passam.

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