Arquivo da categoria: Trilha Sonora

Trilha sonora reaproveitada é destaque de Gabriela

A regravação de Gabriela não se limita apenas a homenagear a direção e a interpretação de alguns atores da primeira versão da obra, a novela aproveita também aquilo que a outra teve de melhor: sua trilha sonora. No CD lançado este mês, 10 das 18 faixas fizeram parte da Gabriela de 1975. O artifício está longe de ser um demérito, mostra que antes de qualquer vaidade de querer inovar sem ser preciso, vem a humildade de reconhecer o que deu certo.

Seria brigar contra a própria origem ter outra música que não  fosse “Modinha para Gabriela”, com Gal Costa, na abertura. Algumas canções são eternizadas e eternizam certas obras, tornando-as impossíveis de serem dissociadas.  Foi o caso de O Astro, que manteve a clássica “Bijuterias”, de João Bosco, e o remake de Pecado Capital, que não poderia ser embalado por outra além da canção homônima.

Das músicas que voltaram em Gabriela, merecem destaque: “Alegre Menina”, Djavan, cheia de sons típicos da Bahia; “Coração Ateu”, Maria Bethânia, que deixa saudade dos tempos em que as trilhas eram boas; “Filho da Bahia”, Fafá de Belém, com ritmo marcante; e “Porto”, MPB, que tem a doçura de algumas tramas da novela.

Entre as novas canções, sobressaem-se “Me leva embora”, Ivete Sangalo; “Flor da Noite”, Nana Caymmi, que parece ter sido feita sob medida para a melancólica Sinhazinha; e a belíssima “Lindinalva”, Babado Novo.

Em tempos de trilhas descartáveis, faz um bem danado para os ouvidos escutar mais uma vez canções que nunca perderão a qualidade. O melhor de Gabriela pode ser aproveitado de olhos fechados.

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Sucesso de Carrossel chega à trilha e CD é um dos mais vendidos do país

Lançado há quase dois meses, o CD com a trilha sonora da novela Carrossel já ultrapassou as 50 mil cópias e foi o segundo mais vendido no país no mês de julho. Os números são expressivos, dada a crise enfrentada pela indústria fonográfica e o cuidado cada vez menor que os discos de novela estão recebendo.

O sucesso da trilha é mais reflexo da repercussão da trama do que da qualidade do CD. Não que ele seja um produto ruim, tem algumas músicas bem selecionadas, sabe tirar o melhor dos talentos de seu elenco e ainda se beneficia de clássicos como Aquarela, de Toquinho, e O Caderno, de Chico Buarque. O CD vem em digipack  e a gravadora tenta compensar a falta das letras das músicas com uma cartela com 20 adesivos brilhantes de elementos escolares e do logo da novela.

Não é a primeira vez que o SBT tem ótimos resultados na trilha sonora de uma novela juvenil. O primeiro CD de Chiquititas, lançado em 1997, conseguiu ultrapassar duas milhões de cópias e os seguintes também não fizeram feio. Foram mais de um milhão de unidades vendidas do volume dois,  mais de 700 mil do três, 200 mil do quarto e 150 mil do quinto volume.

Em tempo… A trilha sonora nacional de Avenida Brasil também é um sucesso, figurando sempre nas listas dos CD`s mais vendidos. A emissora acaba de lançar o volume dois, com músicas tão conhecidas quanto as do primeiro.  Artistas como Michel Teló, Reginaldo Rossi, Banda Xeiro de Mel, Luan Santana e Buchecha fazem das trilhas as mais populares já selecionadas pela emissora, no embalo da democratização do horário. Algumas encaixam-se perfeitamente, como aquelas que são temas dos personagens do Divino, outras parecem forçar um pouco a barra.

A Rede Globo, que lançava religiosamente as trilhas nacionais e internacionais (ou volume dois) de suas novelas, tem pisado na bola com aqueles que curtem guardar o CD com as músicas das tramas. Com as dificuldades do mercado, alguns CD`s internacionais não são mais lançados. Difícil é saber qual o critério adotado pela gravadora, já que Araguaia, por exemplo, teve poucos capítulos e repercussão pequena, mas ganhou três trilhas sonoras. Novelas como Escrito nas Estrelas, A Lua me Disse e A Vida da Gente não tiveram o segundo CD lançado, embora músicas internacionais tenham sido executadas. Em Aquele Beijo, a Som Livre adotou uma técnica diferente: vendeu a trilha internacional apenas em seu site e foi “queimando” os CD`s de acordo com a quantidade pedida. Método que pode ser usado novamente como teste em Amor Eterno Amor. Antes isso do que nada.

Capitulando

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● As temporadas estão chegando ao fim, e se tem uma coisa que merece ser esquecida é a morte de Edie, em Desperate Housewives. O final infeliz deve ser esquecido, e não a personagem. Aliás, isso é impossível. Edie vinha sendo tratada como uma das desperates nas peças de divulgação da série há várias temporadas. Está certo que ela nunca teve o mesmo destaque das outras, mas tinha um apelo importante para a história, e fará falta. Bonitinho o episódio em que as amigas relembram momentos dela, enquanto levam as cinzas para seu filho. Pareando com o 100º, mas muito aquém do que a personagem merecia. O que ela menos precisava era dessa morte estúpida a altura do campeonato. Puro desperdício!

● Hans Donner e sua equipe devem estar sofrendo uma crise de criatividade. A música de Caras e Bocas tem cara de novela das 7, mas a abertura sai do nada para lugar nenhum. Falando em abertura, a de Poder Parelelo, da Record, também é sofrível e não retrata o clima da história. Até a música está fora de sintonia.

Prison Break chegou ao fim, graças a Deus, antes que a receita desandasse ainda mais. Depois da sofrível 3º temporada, a 4º foi superior, mas muito distante do que já vimos um dia. O final foi bem dentro do previsto, incluindo a morte de um dos irmãos. Achei que seria um falecimento sob “combate”. Do jeito que foi, ficou sem graça. T-bag merecia um final mais incrementado, sem contar os milhões de fios que ficaram soltos durante os 4, mas isso a gente releva. É Prison Break. Vêm aí 2 episódios que sairão direto em DVD, e que contarão o que aconteceu entre o fim da história e a morte de um dos irmãos. Desnecessário.

● Depois da trilha nacional, que foi aquele balaio de gato de regravações de canções que já andaram pelas novelas, a trilha internacional de Caminho das Índias parece que vai para o mesmo caminho. As duas músicas que eu já escutei são antigas, e já estiveram em outras tramas. E depois a culpa pela queda nas vendas de CD’s de trilhas sonoras é só da pirataria…

Coração de ouro
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Como disse Ricco, o angolano vencedor do Big Brother África que passou 4 dias no BBB, o programa aqui é regido pela emoção. No país das telenovelas, o reality show, através da edição tendenciosa, tornou-se quase uma ficção. Esse caminho acabou sendo tomado motivado pela veia melodramática brasileira, com seu povo demasiadamente emotivo, tanto é que todo ano um participante torna-se o queridinho e acaba sendo “adotado”.
No 1º Big Brother, Kleber Bambam levou o prêmio após demonstrar ser um menino ingênuo e chorar pela boneca Maria Eugênia. No 2º, o público levou a aeromoça Cida ao terceiro lugar, após vencer 5 paredões. Cida era hostilizada pela maioria dos participantes, sofreu a morte da irmã no meio do programa, e acabou conquistando todos com seu jeito brincalhão. Ela só foi vencida pelo cawboy Rodrigo, que ganhou mais pelo simbolismo caipira do que por sua apagada atuação. Na mesma edição, Tyrso e Manoela formaram um par romântico comprado pelo público, que levou a moça à final.
No BBB3, Dhomini se envolveu com Sabrina Sato, e acabou desenvolvendo um personagem que era uma espécie de doce cafajeste. Ele ganhou 500 mil reais (prêmio da época) mesmo tendo traído a namorada que tinha fora da casa, em uma rara inversão de valores por parte do público, que costuma condenar esse tipo de atitude. Na 4º e na 6º edição ganhou quem precisava, até pela fraca seleção daqueles anos. Cida, que entrou no programa através de uma revistinha, e Mara, que entrou por um telefonema, ganharam. Aliás, foram as únicas mulheres a conquistarem o prêmio. O público feminino, maioria dos votantes, costuma premiar os homens. A idéia é que as mulheres conseguem ganhar mais dinheiro fora da casa através de ensaios sensuais e coisas do tipo.
No 5º ano, Jean revelou sua opção sexual em uma hora decisiva e acabou saindo como vítima da história, sendo acolhido pelo público e ganhando 1 milhão de reais. Alemão e Íris se destacaram na 7º edição ao formarem casal e lutarem contra a maioria da casa, que decidiu jogar abertamente. Como se fosse impossível não jogar em um programa de televisão que vale 1 milhão de reais.
Esse ano a nova adotada pelo público é Ana Carolina. Faladeira, e um pouco mimada, a menina tem difícil convivência com os outros moradores e já enfrentou 4 paredões. O público parece ter comprado a briga da loira, que se continuar assim deve traçar caminho rumo à vitória.
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Sem papas na língua
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Na festa de lançamento da novela Paraíso, o autor Benedito Ruy Barbosa estava atacado e não poupou críticas às atuais produções da Rede Globo. Confira algumas declarações e tire suas próprias conclusões:

“As novelas hoje em dia só acontecem na horizontal. O casal mal se conhece e já vai para a cama. Marido logo trai a mulher e a mulher dormindo com três ou quatro. A mulherada não gosta disso. Viajo pelo Brasil e todas falam que é um putaria”

“Falam que as novelas estão acabando. Tem novela das seis dando 16 pontos. Não pode! É preciso ter uma visão mais ampla do Brasil, que não é só na Avenida Paulista ou em Copacabana. Público de novela é heterogêneo”

“Quando vou para o interior, converso com as pessoas e elas me dizem que, na Globo, só tem bicha e sapatão”

“Não escrevo novela para mostrar a Índia. O Brasil é maravilhoso”

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Na trilha do som
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1. Beedi – Sukhwinder Singh / Sunidhi Chauhan
2. Kajra Re – Alisha Chinoy
3. Nagada Nagada – Sonu Nigam / Javed Ali
4. Sajna Ve Sajna – Sunidhi Chauhan
5. Main Vari Vari – Kavita Krishnamurti
6. Mast Kalandar – Sunidhi Chauhan
7. Chori Chori Gori se – Abhijeet / Udit Narayan
8. Salaam-E-Ishq – Sonu Nigam / Shreya Ghoshal…
9. Salaam – Alka Yagnik
10. Azeem o Shaan Shahensh / Mohamed Aslam…
11. Bangra Jaya – Alexandre de Faria

Estão aí a capa e as faixas do CD “Caminho das Índias – Indiano”. Título mais redundante não há. Se fosse um “Caminho das Índias – Chinês”, aí sim. Tudo bem que é para diferenciar da horrorosa trilha nacional e da futura internacional, mas ficou estranho. As músicas, se forem as que tocam na novela, estão bonitas. Hoje em dia é tanta música que toca na telinha e que não vem no CD, ou vem no CD e nunca vimos na TV, que nunca se sabe… São poucas faixas, e dizem que é porque as músicas indianas são grandes, durando de 6 a 8 minutos, ou até mais. Já é a segunda trilha lançada da novela, e além da internacional está prevista a “Caminho das Índias – Lapa”, só com sambas. Haja trilha!
A previsão é de que o Cd chegue às lojas no dia 20/03.

Na trilha do som

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Está aí a capa do CD com a trilha sonora da novela Caminho das Índias, com lançamento previsto para o dia 8 de março. Pelo o que já pudemos conferir, a seleção não está das mais criativas. O CD parece mais um balaio de regravações de tudo o que já foi sucesso em outras novelas. Quando tiver escutado o CD e conferido o encarte, eu faço uma crítica completa.

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O CD Três Irmãs volume 2 deve sair no dia 21 de fevereiro. A capa segue uma tendência que está retornando: a de colocar imagens da abertura na capa do CD. Ficou bacana e imprime bem o clima da história.

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Parece que o lançamento das trilhas instrumentais das novelas veio mesmo para ficar. Agora é Três Irmãs que terá um CD assim. Fico curioso para saber como a Som Livre decide qual trama terá um disco com musicas instrumentais. Já tivemos novelas que mereceram bem mais tal CD. Só consigo lembrar de 1 ou 2 músicas da novelas das 7, mas vamos conferir quando o disco for lançado.